sábado, 28 de setembro de 2013

sou daquele tipo que nunca desiste. não choro por novelas manipuladoras muito menos por amores perdidos mas sou humana. humana por ser capaz de olhar para uma foto e reconhecer ali algo que se perdeu à muito. Um precioso bem ao qual daria tudo para recuperá-lo. não sou do tipo triste. Aqueles sorrisos cujas fotos retratam são a pura verdade, fazer o que se o que mais gosto é de rir... e como ríamos juntas... meu riso era mais feliz contigo. mas enfim, como já disse, não vivo me lamentando de segunda a domingo que o dia não está bom, que a chuva caiu em momento errado, que o sol está escaldante. não. não e não. Tudo o que temos é a vida e passaremos ela inteira reclamando? Prefiro olhar para as plantas que cultivo todos os dias, dar um bom dia ao meu chefe sem me importar se ele paga bem ou mal seus funcionários, amar os outros sem que retribuam isso, cantar para ninguém em especial, ouvir, conhecer, descobrir que nada do que fazemos ou aprendemos é descartável ou inválido. E quando a paciência se esvai ou o choro vem á tona eu prefiro me expressar. prefiro fazer valer a pena cada palavra pensada, cada lágrima derramada, cada esforço para me segurar de explodir á toa. prefiro pensar que nervosismo é sinônimo de morrer cedo. Pra quê carregar fardos pesados se Deus já nos prometeu aliviar nossas costas? Nessa vida só me arrependo de uma coisa e mesmo assim não posso dizer se é por completo pois não sei como será amanhã. não sei se ainda tem conserto. não sei o que se passa do outro lado.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

trabalhar, pensar, rir e fazer as atividades rotineiras hoje foi um verdadeiro sacrifício. Lola nos deixou. Levou um pedaço de todos nós consigo. A nossa florzinha, a mamãe, a fofuxa que alegrava nossos dias ao vir correndo ao nosso encontro. Nos apegamos a tão pequeno ser. Criamos um elo de amor com os animais pois eles também nos amam.
sempre ficará a imagem dessa lindinha, que mesmo sem ter consciência disso, nos amava e transmitia isso no seu jeitinho sapeca de ser. 
Luto

sábado, 14 de setembro de 2013

Crer em Deus não é viajar para lugares lindos, postar fotos do passeio, colocar roupas "santas", só cantar hinos da igreja 24 horas e muitas outras coisas que fanáticos pela igreja são. Ser fanático não é estar entregue de corpo e alma a Deus. Fanatismo nos deixa cego. Crer em Deus é fazer o bem ao próximo independentemente de qualquer crença que ele tenha, é ser educado, é ter uma mente em paz e atitudes de respeito e solidariedade. Como pode um credor de Cristo ficar falando mal do próximo que é de outra religião? O mandamento de Deus Pai é que amemos o próximo como a nós mesmos. Nossas religiões nos impedem de fazer isso. Crer em Cristo é ser humilde, verdadeiro, é praticar boas ações e não precisar falar aos quatro cantos do mundo o que se fez. De que adianta ir para santuários, templos, cultos em outras cidades ou países se dentro de nosso serviço, nossos lares e nos lugares que frequentamos nós não praticamos o verdadeiro mandamento de Cristo.
A cada dia que passa me entristeço mais coma ausência de humanidade nas pessoas. Eu quis cometer uma loucura por ver tamanha falta de educação de gentinha medíocre, rica e que acha que todos somos descartáveis. Foram palavras para chamar de lixo. É a avareza, a imundice da alma podre. E diz crer em Cristo. Ao inferno com tais posturas! Chega de sorrisinhos e brincadeirinhas falsas se nem olhar no rosto dos outros olha. É gente que não merece nada além de minhas preces. Vivemos em mundo em que a escravidão já foi abolida, temos direitos mas não podemos exigi-los. Ficamos de mãos atadas diante dos "poderosos". É a escravidão de palavras, ações e posturas firmes. É uma liberdade falsa essa que convivemos dia a dia em nosso mundo.
Eu acreditava (aliás era o me diziam) que o livro Tio de José de Alencar era indecifrável e entediante, mas resolvi provar de suas páginas e tirar a limpo essa história. O que descobri foi uma história fantástica com grandes toques de romantismo e um regionalismo presente nos ambientes. Simplesmente desmistifiquei o livro e amei de paixão Til! Eis um trecho belíssimo:

"o amor, porém, é contagioso, com especialidade na solidão, onde a alma tem necessidade de uma companheira, e quando de todo não a encontra, divide-se ela própria para ser duas: uma, esperança; outra, saudade."
 Til - José de Alencar
Cap. XII - 7° parágrafo 

não sei se tudo o que um dia sonhamos acontecer vai se concretizar mas já fico enormemente feliz por ter passado belíssimos momentos sonhando. Sonhos ninguém pode apagar, não podem nos tirar. Muito menos as lembranças podem desaparecer...
Mih Borges